DIÁRIO DO CAPITÃO

Editorial mensal assinado. Primeira sexta-feira útil de cada mês.

O Diário do Capitão é a única peça do Roteiro que assina em nome próprio. Escreve-a João Dias, Direção Criativa da Advance Station.

Existe porque há coisas que uma casa não consegue dizer em voz institucional. Uma posição que ainda não é consenso interno, uma dúvida sobre o que estamos a fazer, um erro que descobrimos e que convém explicar. Nada disto cabe num texto que fala em nome de uma empresa, e tudo isto faz falta a quem lê.

Texto curto, voz pessoal, sem ornamento.

As quatro coordenadas

Cada edição cumpre quatro coisas, sempre pela mesma ordem.

A síntese do mês. O que aconteceu de relevante no setor, e não na empresa.

O movimento que importou. Um assunto que merece mais espaço do que cabe numa publicação de rede, tratado com a base à vista.

A leitura da casa. Declarada como leitura e não como facto. É a parte onde se toma posição, e a posição vem separada da evidência, não misturada com ela.

O horizonte. O que estamos a observar para o mês seguinte, com nome e com prazo, para que se possa verificar depois se aconteceu.

O que não é

Não é um boletim de novidades da empresa. Não é um espaço de autoelogio. E não é um sítio onde se afirma sem mostrar a base.

Se um mês não tiver matéria que justifique mil e quinhentas palavras, o texto é mais curto. Se não tiver matéria nenhuma, não sai. Preferimos uma edição em falta a uma edição vazia.

Sobre a cadência, e uma nota que fica

A cadência é mensal, na primeira sexta-feira útil.

As duas primeiras edições foram anunciadas em maio e em junho de 2026 e não chegaram a ser publicadas. Saíram em agosto, com o tema que tinha sido anunciado e com a data real de publicação, sem retrodatação. A terceira foi publicada no LinkedIn a 15 de julho e está aqui em versão integral, com cinco dos seus sete indicadores substituídos por não terem resistido à verificação.

Fica escrito porque a alternativa era não escrever, e porque uma publicação que se propõe explicar o setor com rigor tem de aplicar o mesmo critério ao seu próprio historial.

A partir de setembro de 2026, cada edição publica no dia previsto.

EDIÇÕESARTIGOS

As edições por ordem de numeração.

Sete números sustentavam o balanço do semestre. Cinco não resistiram à verificação na fonte. Este é o balanço refeito, e o que muda a partir daqui.
Há mais oferta formativa do que nunca, muita gratuita, e a participação não subiu na proporção. O constrangimento não é de oferta, é de desenho.
O Estatuto PME Líder foi atribuído a 14 133 empresas em 2025. O número que interessa não é esse: é a autonomia financeira média de 60,4%.