ROTEIRO

Entre reconhecer e adotar

Publicámos em junho que 61% dos portugueses reconhecem a necessidade de formação digital e 43% praticam, e chamámos aos dezoito pontos de diferença a distância entre reconhecer e adotar. Fomos à fonte. A leitura estava errada, e a correta é mais interessante.

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13min de leitura
Publicámos em junho que 61% dos portugueses reconhecem a necessidade de formação digital e 43% praticam, e chamámos aos dezoito pontos de diferença a distância entre reconhecer e adotar. Fomos à fonte. A leitura estava errada, e a correta é mais interessante.

Comecemos pelo que o estudo diz, com precisão.

O Consumer Sentiment Survey 2025 do Boston Consulting Group foi conduzido em agosto de 2025, sobre uma amostra de mil pessoas em Portugal continental, com quarenta e quatro perguntas. Publicou, entre outros, quatro resultados que interessam a esta conversa.

67%
Utilizam IA pelo menos uma vez por mês
43%
Utilizam IA pelo menos uma vez por semana
61%
Dizem precisar de mais formação para integrar IA no trabalho
20%
Receberam formação específica em IA

Os 61% e os 43% não estão em oposição. Estão, em boa medida, no mesmo grupo.

O quadro, antes da leitura

Indicador Valor Variação face a 2024
Utiliza IA pelo menos uma vez por mês 67% +15 p.p.
Utiliza IA pelo menos uma vez por semana 43% +12 p.p.
Utilização mensal entre os 18 e os 34 anos 81% +17 p.p.
Nunca utilizou IA 17% n.d.
Experimentou e não voltou a usar 16% -10 p.p.
Afirma necessitar de mais formação para integrar IA no trabalho 61% n.d.
Recebeu alguma formação específica em IA 20% +3 p.p.
Acredita poupar menos de uma hora de trabalho por semana 51% n.d.

As duas últimas linhas são as que a leitura de junho não tinha e são as que mudam tudo.

O que estava errado na nossa leitura

Escrevemos, e publicámos ao longo de um mês inteiro, que existia uma distância de dezoito pontos entre reconhecer a necessidade de formação digital e praticar. Apresentámos os 61% como reconhecimento e os 43% como prática, e construímos sobre essa diferença uma tese sobre adoção.

Três erros, e vale a pena nomeá-los.

O primeiro é de objeto. Os 61% não dizem respeito a formação digital em geral. Dizem respeito a formação em inteligência artificial, e à necessidade de mais formação para a integrar no trabalho. É uma pergunta mais estreita e mais concreta do que aquela que reportámos.
O segundo é de relação. Os dois valores não medem grupos opostos. Quem responde que precisa de mais formação para integrar a inteligência artificial no trabalho é, na sua maioria, quem já a usa. Os 61% estão largamente contidos nos 67% de utilizadores mensais. Não são pessoas que reconhecem e não fazem. São pessoas que fazem e se sentem mal preparadas.
O terceiro é de aritmética. Subtrair 61 de 43 pressupõe que os dois valores são medidos sobre a mesma dimensão, uma taxa de conversão de reconhecimento em prática. Não são. Um mede frequência de utilização e o outro mede perceção de necessidade formativa. A subtração produz um número que não corresponde a nada.

Nenhum destes erros foi de má-fé. Todos foram a mesma coisa: um dado recolhido de um resumo, não confirmado na fonte, e usado depois com a confiança que a repetição dá.

A leitura correta, e é mais forte

Reordenados, os mesmos números contam uma história diferente e mais útil.

Sessenta e sete por cento dos portugueses usam inteligência artificial pelo menos uma vez por mês. Sessenta e um por cento dizem que precisam de mais formação para a integrar no trabalho. Vinte por cento receberam alguma.

A distância que importa
Não é entre reconhecer e praticar. É entre a necessidade declarada de formação e a formação efetivamente recebida: quarenta e um pontos percentuais.

Isto não é um problema de convencimento. Ninguém precisa de ser convencido: a adoção já aconteceu e continua a acelerar, com mais quinze pontos num único ano e oitenta e um por cento de utilização mensal entre os mais novos. É um problema de resposta formativa a uma procura que já está formulada, em voz alta, por seis em cada dez pessoas.

E é uma procura que o mercado não está a servir. Vinte por cento, com um crescimento de três pontos num ano em que a utilização cresceu quinze, é uma resposta que perde terreno todos os anos.

Quem adota, e quem desistiu

O estudo desagrega a utilização e as duas pontas da distribuição dizem coisas diferentes.

Entre os adultos dos 18 aos 34 anos, a utilização mensal chega aos 81%, contra 64% no ano anterior. Dezassete pontos num só ano, numa faixa que já era a mais adiantada. A adoção não está a espalhar-se lentamente pela população: está a concentrar-se e a intensificar-se onde já era alta.

Na outra ponta, 17% nunca utilizaram qualquer ferramenta de inteligência artificial.

E entre as duas há um grupo que costuma passar despercebido e que é, para quem trabalha em formação, o mais informativo de todos: 16% experimentaram e não voltaram a usar. Este valor caiu dez pontos face a 2024, o que significa que muitos dos que tinham desistido regressaram.

Vale a pena separar os dois grupos, porque exigem respostas opostas. Quem nunca usou tem uma barreira de entrada, que pode ser de acesso, de língua, de confiança ou de perceção de relevância. Quem experimentou e desistiu não tem barreira de entrada nenhuma: teve uma primeira experiência que não compensou o esforço.

O segundo grupo é mais fácil de recuperar e é quase sempre ignorado, porque não aparece nas estatísticas de não utilização e desaparece das listas de contacto. Uma pessoa que tentou uma vez, obteve um resultado medíocre e concluiu que a ferramenta não servia para o seu trabalho não precisa de ser convencida da utilidade da tecnologia. Precisa de ver, uma vez, alguém obter um resultado útil sobre uma tarefa igual à sua.

Intervenção
Isso é uma demonstração, não é um curso, e custa vinte minutos.

O dado que fecha o argumento

Há um quinto número no mesmo estudo, e é o que devíamos ter usado desde o início.

51%
Poupam menos de uma hora Acreditam estar a poupar menos de uma hora de trabalho por semana com inteligência artificial.
5%
Poupam mais de cinco horas Consideram poupar mais de cinco horas semanais.

Duas terças partes do país usa a ferramenta. Metade não sente ganho mensurável. É a definição operacional de adoção sem efeito.

E encaixa exatamente no que a investigação sobre transferência mostra e que tratámos noutra peça desta série: a aplicação de uma competência nova decai depressa e o seu determinante não é a qualidade da ferramenta nem a motivação de quem a usa, mas as condições em que é aplicada. Uma pessoa que abre um modelo de linguagem, escreve um pedido vago, recebe um resultado medíocre e o descarta está a usar a ferramenta e a não retirar nada dela. Conta para os 67% e conta para os 51%.

O que separa os resultados
O que separa quem poupa cinco horas de quem poupa menos de uma não é acesso. É critério, e o critério aprende-se.

O sentimento, e por que interessa a quem forma

O mesmo estudo mede a disposição com que os portugueses olham para a inteligência artificial, e o retrato é mais favorável do que a conversa pública sugere.

54% declaram interesse ou entusiasmo, mais doze pontos do que em 2024. 37% declaram cautela ou preocupação, menos quatro pontos. E 9% mostram-se neutros.

Sobre o efeito no próprio trabalho, 41% não acreditam que a sua função desapareça nos próximos dez anos, e 48% esperam que a inteligência artificial reduza a carga horária.

Para quem desenha formação, estes números têm uma consequência prática que muda o guião de abertura de qualquer programa.

A resistência não é o problema. Uma sessão que dedique a primeira meia hora a desmontar receios está a resolver um problema que a maioria da sala não tem, e a gastar o momento em que a atenção é mais alta. Cinquenta e quatro por cento chegam interessados, quarenta e oito por cento esperam ganhar tempo, e o que querem é ver como.

Há aqui, aliás, um risco simétrico que vale a pena nomear. Quarenta e oito por cento esperam redução de carga horária e cinquenta e um por cento dizem poupar menos de uma hora por semana. A expectativa está muito à frente da experiência, e uma formação que alimente a expectativa sem entregar a experiência produz desilusão, que é bastante mais difícil de tratar do que a cautela inicial.

As pessoas adotam mais do que as organizações

Há um contraste que só aparece quando se cruzam duas fontes independentes, e que é dos achados mais úteis desta série.

38,7%
Pessoas em Portugal Utilizam ferramentas de inteligência artificial, acima da média da União Europeia de 32,7%.
11,54%
Empresas portuguesas Com dez ou mais pessoas ao serviço utilizam IA, contra 19,95% de média europeia.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística, 38,7% da população em Portugal utiliza ferramentas de inteligência artificial, valor acima da média da União Europeia, que se situa em 32,7%.

Ao mesmo tempo, e como tratámos noutra peça, apenas 11,54% das empresas portuguesas com dez ou mais pessoas ao serviço utilizam inteligência artificial, contra 19,95% de média europeia. Bem abaixo.

As pessoas estão à frente da Europa. As organizações estão atrás. É o mesmo país, medido nos dois lados da mesma relação de trabalho, e o resultado inverte-se.

Isto desmonta por completo a narrativa do atraso cultural português face à tecnologia. Não há atraso cultural: há gente que adota por iniciativa própria, em casa e no telemóvel, e organizações que não incorporam essa adoção no trabalho. A pessoa que usa inteligência artificial ao domingo para organizar as férias é a mesma que não a usa à segunda-feira para preparar uma proposta, e a diferença não está nela.

Uma nota sobre as três medições

Neste artigo aparecem três valores para a utilização de inteligência artificial em Portugal, e é preciso dizer por que não se comparam.

67%
BCG Pessoas. Autorrelato de utilização pelo menos mensal, amostra de mil pessoas, agosto de 2025.
38,7%
INE, via Eurostat Pessoas. Inquérito oficial com definição normalizada e período de referência fixado.
11,54%
Eurostat Empresas com dez ou mais pessoas ao serviço. Unidade de análise diferente.

O Boston Consulting Group reporta 67% de utilização mensal, num inquérito a mil pessoas com autorrelato sobre frequência. O Instituto Nacional de Estatística reporta 38,7% de utilização, num inquérito oficial com definição normalizada e período de referência fixado. E o Eurostat reporta 11,54% de empresas, que é outra unidade de análise por completo, porque mede organizações e não pessoas.

Nenhum está errado. Cada um responde a uma pergunta diferente. Um estudo de sentimento com autorrelato produz sistematicamente valores mais altos do que um inquérito estatístico oficial, porque a pergunta é mais permissiva e porque quem responde a um inquérito de consumo tende a incluir experiências que não incluiria numa recolha estatística.

Regra
Usar uma série de cada vez, dizer qual, e não subtrair valores de fontes diferentes. Foi essa regra que faltou em junho.

E a escolaridade, outra vez

Falta cruzar isto com o que a primeira peça desta série estabeleceu, porque o cruzamento é desconfortável.

Em Portugal, a participação em formação é de 68,3% entre quem tem ensino superior e de 27,3% entre quem tem, no máximo, o terceiro ciclo do básico. E o nível de escolaridade mais comum na população adulta portuguesa continua a ser inferior ao ensino secundário, situação que é rara no conjunto dos países da OCDE.

Sobreponha-se isto aos 20% que receberam formação em inteligência artificial.

A formação em inteligência artificial que existe está a ser distribuída, com toda a probabilidade, segundo o mesmo padrão de todas as outras: chega a quem tem escolaridade alta, em funções qualificadas, em organizações com plano de formação. E a ferramenta, essa, chega a toda a gente, porque está no telemóvel e é gratuita.

O resultado previsível é uma população que usa inteligência artificial de forma quase universal e que a usa com preparação muito desigual. Quem tem mais escolaridade usa-a com critério e poupa tempo. Quem tem menos usa-a sem critério, obtém resultados medíocres, e ou desiste ou, pior, aceita o que a ferramenta devolve sem saber avaliá-lo.

Este segundo caso é o que ninguém mede e é o que mais preocupa. Uma pessoa que rejeita um resultado mau está a exercer critério. Uma pessoa que o aceita não está, e o efeito disso não aparece em nenhuma estatística de adoção.

Onde se quebra a passagem

Se a procura formativa existe e a oferta não a serve, vale a pena perguntar onde é que a passagem se quebra. Três pontos, todos identificáveis.

Quebra-se na definição do destinatário. A formação em inteligência artificial que existe no mercado dirige-se maioritariamente a quem já tem afinidade técnica. Os 61% que declaram precisar de mais formação não são perfis técnicos: são pessoas que usam a ferramenta no trabalho e não sabem avaliar o que ela produz.
Quebra-se na definição do conteúdo. O que se ensina é a operação, que se aprende sozinha em horas. O que falta é o critério de aceitação, que não se aprende sozinho e que ninguém escreveu.
Quebra-se depois da sessão. Uma pessoa que sai de uma formação de dois dias regressa a um posto de trabalho onde ninguém revê o que ela produz com a ferramenta, ninguém definiu o que é aceitável, e ninguém tem tempo alocado para o fazer. A competência que trouxe não tem onde assentar.

Não basta abrir programas

Escrevemos em junho, e mantemos, que não basta abrir programas: é preciso abrir contextos. É a única parte da tese original que sobrevive intacta à verificação, e sobrevive mais forte do que estava.

Abrir um contexto tem dois gestos, e a distinção é operacional.

O gesto operacional Dar tempo e permissão. Uma hora por semana em que se pode usar a ferramenta de forma deliberada sobre trabalho real, com o resultado a ser revisto por alguém. Custa uma hora e resolve a maior parte do problema dos 51%.
O gesto estrutural Escrever o critério. O que torna aceitável um texto gerado, um resumo, uma proposta de resposta a cliente. Esse critério existe na cabeça de quem já faz bem o trabalho, nunca está escrito, e explicitá-lo é o trabalho formativo mais valioso e menos vendido do mercado atual.

Há uma pergunta que costuma matar os dois gestos antes de começarem, e é melhor enfrentá-la já: quem paga a hora?

A resposta honesta é que a hora já está a ser paga, e mal. Uma pessoa que usa a ferramenta sem critério gasta tempo a produzir resultados que não usa, a corrigir o que ela devolveu, ou a refazer manualmente o que tentou automatizar. Os 51% que dizem poupar menos de uma hora por semana estão, muitos deles, a gastar mais do que poupam. A hora de utilização deliberada com revisão não é um custo novo: é a mesma hora, organizada de outra maneira, com a diferença de que produz aprendizagem em vez de frustração.

Nenhum dos dois gestos é tecnológico. Ambos são de desenho de trabalho, e é por isso que a entidade formadora que só entrega sessões não os consegue produzir, por muito boa que seja a sessão.

O que os dados não permitem concluir

O estudo mede perceções. O estudo do Boston Consulting Group é um inquérito de sentimento com autorrelato, sobre mil pessoas em Portugal continental, conduzido em agosto de 2025. Mede perceções e não comportamento observado. Quando 51% afirmam poupar menos de uma hora por semana, o que se mede é a estimativa que fazem, não o tempo efetivamente poupado.
A sobreposição é inferência. A afirmação de que os 61% estão largamente contidos nos 67% é uma inferência razoável a partir das duas distribuições, e não um cruzamento publicado. O estudo não divulga a tabulação cruzada entre as duas respostas, pelo que a sobreposição é provável e não é demonstrada.
INE, Eurostat e BCG não medem o mesmo. Os valores do INE e do Eurostat referem-se a universos e definições distintos dos do estudo de consumo, e o artigo apresenta-os para contraste de ordem de grandeza, não para comparação direta.
A causalidade não está demonstrada. A ligação entre a ausência de formação e a ausência de ganho percebido é leitura desta casa. Os dados mostram que ambas existem. Não demonstram que uma produz a outra.

O que isto significa, conforme quem lê

Para quem desenha programas. A procura está formulada e não está a ser servida: 61% dizem precisar, 20% receberam. O produto em falta não é um curso técnico de inteligência artificial, é um percurso curto sobre critério de aceitação, dirigido a quem já usa a ferramenta e não sabe avaliar o que ela devolve.
Para quem contrata formação. Se metade da sua equipa já usa inteligência artificial e metade dessa não sente ganho, o problema não é de adoção e não se resolve com licenças. Uma hora semanal com revisão de resultados reais produz mais efeito do que dois dias de formação sem seguimento.
Para quem define política. O défice não está nas pessoas. Está nas organizações, e o instrumento que serve pessoas individualmente não corrige um problema que se produz no desenho do trabalho.
Leitura da casa

A leitura da casa

Publicámos em junho uma tese sobre a distância entre reconhecer e adotar, e a tese assentava numa leitura que não resistiu à verificação. Este artigo corrige-a por inteiro e deixa registado o que estava errado, porque é o que uma casa que publica leituras do setor tem de fazer quando descobre que se enganou.

O que fica no lugar é mais incómodo e mais útil.

Os portugueses adotam inteligência artificial acima da média europeia e sentem-se despreparados a fazê-lo. Seis em cada dez dizem que precisam de mais formação e dois em cada dez receberam alguma. Metade não sente ganho de tempo nenhum.

Não é um país que precise de ser convencido. É um país que já decidiu e está à espera que alguém lhe ensine a fazer bem aquilo que já faz.

Isso é uma encomenda, não é um problema. E está por servir.

Fontes

Boston Consulting Group, Consumer Sentiment Survey 2025, edição Portugal, inquérito conduzido em agosto de 2025 sobre uma amostra de mil pessoas em Portugal continental, com quarenta e quatro perguntas. Consultado a 5 de agosto de 2026.

Instituto Nacional de Estatística, dados sobre a utilização de ferramentas de inteligência artificial pela população, reportados ao Eurostat. Consultado a 5 de agosto de 2026.

Eurostat, Use of artificial intelligence in enterprises, série isoc_eb_ai, dados de 2025. Consultado a 5 de agosto de 2026.

Blume, B. D., Ford, J. K., Baldwin, T. T. e Huang, J. L. (2010). «Transfer of Training: A Meta-Analytic Review». Journal of Management, 36(4), 1065-1105. Consultado a 5 de agosto de 2026.

Nota de origem

Este artigo reúne e desenvolve cinco publicações da Advance Station no LinkedIn, entre 2 e 19 de junho de 2026. O texto foi reescrito por inteiro e a tese central das publicações originais foi corrigida, por não resistir à verificação na fonte.

  • 2 de junho de 2026 · Carta de Navegação, sobre o hiato digital português em seis movimentos.
  • 4 de junho de 2026 · Observatório AS, sobre o reconhecimento da necessidade de formação.
  • 9 de junho de 2026 · Lente de Descoberta, sobre saber não ser o mesmo que adotar.
  • 18 de junho de 2026 · Observatório AS, sobre a utilização regular de tecnologias de inteligência artificial.
  • 19 de junho de 2026 · Diário de Bordo, sobre não bastar abrir programas.